A queda na taxa de juros e seus reflexos..

Publicado: junho 14, 2009 em Economia

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Essa semana que se passou o assunto econômico foi o corte da taxa de juros pelo Copom. Um verdadeiro marco histórico. Desde o plano real, foi a primeira vez que a taxa básica de juros, a Selic , atingiu o patamar de um digito, na casa dos 9%.

Isso significa crescimento, expansão no volume de crédito para pessoas e empresas, destravando o crescimento de segmentos com enorme efeito na economia.

As mudanças serão visíveis em quatro áreas:  Mercado de capitais, setor imobiliário, infraestrutura e varejo.  No mercado de capitais, bilhões de dólares  a mais devem ser aplicados na bolsa de valores,  uma parte reforçando o caixa das empresas, dando mais fôlego para investirem. No setor imobiliário,  milhões de moradias devem ser construídas nos próximos 20 anos, mas num ritmo anual muito superior que o de 2008. Em infraestrutura, os recursos para obras, estradas, ferrovias , hidrelétricas e portos devem alcançar bilhões de reais, a queda de juros torna os investimentos em infraestrutura mais atraentes,  principalmente nos casos das concessões. Com juros mais baixos, ocorre um acréscimo na oferta de recursos das empresas e pessoas, mais crédito leva a um maior consumo , transformando os modelos as redes varejistas e faz toda a economia crescer.

Além de tudo  isso o governo também é beneficiado com a redução da taxa de juros, com a economia no pagamento de juros aos credores da divida publica.

Cenário otimista, mas muitas coisas  devem ainda ser revistas pelo governo, assim como os impostos que ainda são muito altos, reformas tributárias e da Previdência entre outras.

O que já pode ser aproveitado pelos brasileiros: A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, reduziram taxas, aumentaram o limite de crédito para seus clientes e aumentaram os prazos de financiamento imobiliário, e os bancos privados estão seguindo os mesmos movimentos, no caso de empréstimos para compra  de veículos passaram a oferecer prazos de 80 meses.

Já no âmbito habitacional, foram criados os programas Minha Casa, Minha Vida e as construtoras estão focando suas estratégias para a baixa renda, 56% das novas moradias devem atender  as famílias com renda de 2.000,00 a 4.000,00 reais e 37%  à população de até 2.000,00.

É isso ai pessoal, mais sinais positivos de reação do mercado e crescimento, fazendo com que seja um ciclo vicioso em todos os segmentos da economia, onde um vai levando e movimentando o outro.

Vamos agir, acreditar, ter fé e  voltar a investir, crescer e fazer acontecer.. trabalhando muito,  sempre!

Boa semana a todos.

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